Maria mestra no dom de Piedade

panaia2O dom de Piedade é aquele que nos faz contemplar, ouvir e falar com Deus como filhos, criança pequena abandonada nos braços do Pai. “Recebestes o Espírito de adoção filial, pelo qual bradamos: ‘Abbá ó Pai’”. É o dom que orienta a nossa relação com Deus e nos insere na intimidade com o Pai.

“Mediante o dom de Piedade, o Espírito Santo sana em nosso coração todo tipo de dureza e o abre à ternura para com Deus e para com os irmãos”, explicava o Papa João Paulo II.

Por isso, o dom de Piedade também nos abre ao irmão e às suas necessidades na medida em que “extingue no coração todos os focos de tensão e divisão, tais como a amargura, a cólera e a impaciência; e alimenta a alma com sentimentos de compreensão, de tolerância e de perdão”. Ele é o antídoto do Espírito Santo contra os pecados da cólera, irritações, raivas e impaciências. Como força de Deus, a medida que cresce este dom, cresce também a humildade e a mansidão. “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.

O Papa Francisco ensina, “se o dom da Piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus e nos leva a viver como seus filhos, ao mesmo tempo nos ajuda a dirigir este amor também para os outros e a reconhecê-los como irmãos”.

Maria é mestra da Piedade porque viveu inteiramente para Deus e para o outro. Ao acolher o chamado de ser Mãe do Filho de Deus, Maria sai e se coloca a serviço; ministra a paz à sua prima Isabel. “Assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio”. Nas Bodas de Caná, Maria, atenta às necessidades dos noivos, dá mais um exemplo da piedade cristã. Quanto mais mergulhados em Deus, mais atentos seremos aos nossos irmãos.

Ela é exemplo de ternura, de mansidão, de paciência, de compreensão e de perdão. Peçamos a ela que interceda por todos nós a fim de que este dom seja reavivado em nossos corações.

“Vaso espiritual! Vaso insigne de devoção! Nós vos pedimos que nos alcanceis do divino Espírito Santo o dom de Piedade, que nos infunde um amor filial para com Deus, contemplado como um Pai boníssimo, e nos move a um espírito de oração, terno e cálido, afetuoso e sincero, próprio dos filhos que vivem habitualmente na intimidade com o Pai. Alcançai-nos esse dom, que nos faz sentir também a fraternidade para com todos e cada um dos filhos do mesmo Pai nosso, “que está junto de nós e nos Céus”.” Amém.

Fonte: Comunidade Shalom (Rio de Janeiro/RJ)

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