A origem da cidade de Fátima – Portugal

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A cidade de Fátima, que tinha poucos milhares de habitantes até 1917, tem seu nome de origem árabe, de acordo com os especialistas em toponomástica. É uma etimologia confirmada, independentemente da antiga tradição (portanto, muito anterior às aparições), segundo a qual no século XII, quando ainda a região era disputada entre cristãos e muçulmanos, uma nobre moça sarracena, filha do governador do castelo de Alcácer do Sal, e chamada Fátima em honra da filha do profeta Maomé, foi envolvida em um encontro entre ambos os grupos. Um célebre paladino da Reconquista, Dom Gonçalo Hermingués, dela se enamorou e com ela se casou, depois de ela se converter e se batizar. Tão belo amor havido entre os dois foi logo interrompido pela morte prematura da jovem.

Dom Gonçalo, inconsolável em sua dor, abandonou as armas e se fez monge na abadia cisterciense de Alcobaça, até hoje meta dos turistas, onde conseguiu sepultar os restos mortais da esposa tão amada. Depois de poucos anos a abadia fundou um mosteiro a poucos quilômetros do local e para ele enviou Dom Gonçalo como seu superior. Mais uma vez foi concedido ao ex-líder guerreiro que não se separasse dos restos de Fátima, que foram depositados na nova igreja da localidade, até então um local ermo, e que agora recebeu o nome daquela que, nascida muçulmana, havia se tornado uma exemplar esposa cristã. O mosteiro, depois de muito tempo, desapareceu, mas até hoje está de pé a pequena igreja, dedicada a Nossa Senhora, onde teria sido enterrado o corpo de Fátima.

Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

Em Fátima já existia uma “vocação mariana” bem determinada. O lugar entra para história com a construção de uma igreja dedicada à Virgem, a serviço do Opus Dei, a liturgia  divina celebrada pelos monges de São Bernardo de Claraval, o grande cantor de Nossa Senhora.

Mas os historiadores citam ainda muitos outros fatos que somente uma visão muito distante da fé poderia, sem hesitação, definir como simples coincidências. Por exemplo, foi no planalto de Fátima, na vígilia da Assunção de 1385, que o rei João I e o beato Nuno de Santa Maria Álvares Pereira (1360-1431), “herói nacional e santo”, como

Beato Nuno de Santa Maria Álvares Pereira (1360-1431) - Foto Oficial

Beato Nuno de Santa Maria Álvares Pereira (1360-1431) – Foto Oficial

Santa Joana d’Arc, conseguiram uma prodigiosa vitória contra os espanhóis invasores, depois de terem feito publicamente um voto a Maria. 532 anos depois, justamente ali, naquele lugar sagrado para a nação lusitana, aparece Maria, precedida pela tríplice aparição da misteriosa criatura que se intitulou a si mesma de “O Anjo de Portugal”.

Muitas outras coisas ainda poderiam ser ditas. Interessante por exemplo, o fato de o Papa Bonifácio IX, a pedido daquele rei João I, vitorioso contra os espanhóis, ter estabelecido que todas as catedrais de Portugal fossem dedicadas à Virgem Maria. E fez isso por meio de um documento promulgado em 13 de maio. Que é, como se sabe, o dia em que aconteceu a primeira aparição de Fátima.

Os acontecimentos ocorridos em Fátima em 1917 constituem um marco de capital importância na história da Igreja, uma autêntica aurora dos Tempos Novos que hão-de-vir.

A mensagem ali transmitida pela própria Mãe de Deus não se limita a um povo, a um nação, a alguma categoria social ou a uma forma de organização política. Ela destina-se a todos e a cada um de nossos contemporâneos.

Deixemo-nos em meditar pelas grandes promessas de Nossa Senhora:

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“Por fim, O Meu Imaculado Coração triunfará!”
(Revelada à Irmã Lucia em Fátima/Portugal na 3ª Aparição – 13/07/1917)

“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante 5 meses, ao 1.° sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”. 
(Revelada à Irmã Lucia em Pontevedra/Espanha em 10/12/1925)

Um citação ainda não totalmente compreendida:

“Em Portugal conservar-se-á sempre o dogma da Fé”.  (Fátima 3ª Aparição – 13/07/1917)

 

 

Fontes:
-Livro ” Hipóteses sobre Maria, Vittorio Messori – Editora Santuário – 2008
-Livro “Fátima , O Meu Imaculado Coração triunfará!”, Mons. João S. Clá Dias – Editora Parma – 2005
-Livro “Memórias da Irmã Lucia Vol. I – Secretariado dos Pastorinhos – 13ª Edição – 2007
-Biblioteca do Vaticano – Liturgia dos Santos – 26/04/2009

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