Meditação 1º Sábado de Junho de 2012

A pregação de Jesus anunciando o Reino de Deus e convidando à conversão

 

 Nos mistérios luminosos é central o anúncio do Reino.

Quando o saudoso Papa João Paulo II lançou em 2002 os Mistérios da Luz, quis indicar aos católicos cinco momentos significativos da vida pública de Jesus, anunciando o Evangelho do Reino. Com emoção acrescentou: “confio novamente às mãos da Mãe de Deus a vida da Igreja e a vida tão atormentada da humanidade”.

 Oferecimento:

 Ó Minha Mãe, nós vos oferecemos esta meditação, a fim de enxugar vossas lágrimas e em algo aliviar vossos sofrimentos, por tantos pecados que recebeis de todos os homens. Que minha atenção, todos os meus pensamentos e sentimentos, estejam postos em vosso Sapiencial e Imaculado Coração; que nada me distraia. E considere todos os pontos desta meditação com espírito de piedade, de fé, de desejo de emenda.

 

Oração:

 Minha boa Mãe Imaculada — como toda a Humanidade — também sou convidado a me converter, a mudar de vida, a subir mais, a ser melhor! Nosso Senhor diz no Evangelho: sede perfeitos como vosso Pai celeste é Perfeito. Eu vos suplico que esta meditação me transforme.

Que saia daqui, com um amor intenso, repleto do desejo de perfeição. Ajudai-me a cada passo a elevar a minha mente, a afervorar meu coração, e que assim, dignamente possa reparar as ofensas que vos fazem. Amém!

Ave Maria, cheia de graça…

 I – Reino de Deus:

 “Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, retirou-se para a Galileia. Deixando a cidade de Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, à margem do lago, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: ‘A terra de Zabulon e de Neftali, região vizinha ao mar, a terra além do Jordão, a Galileia dos gentios, este povo, que andava nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte’” (Is 9, 1).

A Galileia era o lugar ideal para Ele começar a missão d’Ele. O galileu era franco, comunicativo, e na Galileia Nosso Senhor estava a salvo dos fariseus. Ele começa a pregar, já com a fama que tinha adquirido, quando pregava nas sinagogas, nos dias de sábado, em dias de festa e atrai uma multidão que de fato querem se converter. Ele começa a trabalhá-las rumo a mudarem de vida, e conduzindo essas pessoas ao Céu.

É tal o empenho de Nosso Senhor para que todos entrem no Céu, que nos Evangelhos constam 119 afirmações d’Ele a respeito do Reino dos Céus. Ele ao nos ter criado, colocou-nos nesta terra de passagem, apenas para um estado de prova; devemos cursar uns tantos anos, ao final ser julgados e depois irmos para o Céu ou inferno. Enquanto viver, estaremos continuamente sendo convidados a participar da felicidade plena junto aos Corações de Jesus e Maria.

Desde o pecado de Adão e Eva, as portas do Céu estavam fechadas, até o momento em que Nosso Senhor morreu na cruz, ressuscitou e subiu ao Céu; recebendo Ele mesmo, enquanto Homem, pela ação que Ele exerceu o prêmio de sentar-se à direita de Deus Pai.

Nós jamais poderíamos entrar no Céu, foi Ele quem nos abriu as portas do Reino do Céu. Sejamos reconhecidos, cheios de gratidão ao nosso Bom Jesus.

O Anúncio do Reino de Deus

 No anúncio da Boa Nova, convidando todos à conversão, Ele passou fazendo bem, entretanto, recebeu da parte dos escribas, dos fariseus, contradições, perseguições, e é obrigado a polemizar continuamente com eles. Porque os fariseus, escribas e muitos outros daquele tempo, julgavam que o Reino de Deus devia se estabelecer aqui na Terra.

Ora, Nosso Senhor quando aparece diante de Pilatos, disse:

O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente estariam se esforçando, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é daqui”.

Perguntou-lhe então Pilatos: “És, portanto, Rei?”. Respondeu Jesus: “Sim, eu sou Rei. Nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo o que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18, 36,37). Ele é Rei, mas não é deste mundo, ou seja, Ele não está aqui para ser rei visível, como são tantos outros reis, governadores, presidentes; Ele está aqui para reinar também. Mas onde está o reino d’Ele?

O Reino d’Ele está no interior de cada um, o reino dos corações; é feito, sobretudo de espiritualidade. Reino que se estabelece na alma do que está em estado de graça. Qual é o valor de se estar no estado de graça? Não há nada neste mundo que se possa comparar a esta maravilha, que é viver na graça de Deus! A vida sobrenatural da graça vale mais do que possuir todo o universo criado, segundo São Tomás. É estar divinizado, com “d” minúsculo, mas é estar divinizado. É ter a paz de consciência, é participar da inocência de Nossa Senhora, de Jesus Cristo; viver na graça de Deus é dizer não ao pecado.

Ele reina nas almas que se encontram em estado de graça. E nos convida à conversão, quer reinar nos corações. E para poder desde já participar do seu Reino, devemos ter a consciência limpa, sempre tranquila, livre não só do pecado mortal, mas também do venial. Diz-se venial por comparação, porque qualquer ofensa a Deus é grave!

O convite à conversão

 E nesta meditação eu devo ter como certeza que Jesus me dirige uma palavra, no meu interior: “convertei-vos! Eu lhe convido, Eu quero levar-te para o Céu, venha comigo, reinai comigo”.

Jesus está aqui, neste momento, com Corpo, Sangue, Alma e Divindade, no tabernáculo. Mas Ele está também no fundo do coração de cada um de nós convidando-nos à maior perfeição. Ele quer que nós, como tantos outros no Evangelho, abandonemos tudo. Ele quer que nós, de bons, sejamos ótimos. Se há algo em nossa alma que nos leva a prender-nos, a apegarmo-nos, se há algum vício, se há algumas ocasiões próximas de pecado, que me levam tantas e tantas vezes ao delírio de ofender a Deus, Ele no momento desta meditação diz no fundo de minha alma: “abandonai isto, deixai estas vias, venha que eu tenho preparado para ti um lugar extraordinário, quero fazê-lo participante de meu reino, venha reinar comigo”.

De que nos vale termos o prazer fugaz, que é nada, um prazer que depois, enche nossas almas de frustração. De que vale um prazer de nada em comparação com a felicidade eterna? Nós não temos ideia do que é estarmos no Céu, ver a Deus face a face, de gozar de todas as maravilhas do Céu. É exatamente para este Reino, todo feito de belezas, todo feito de maravilhas, inclusive feito de relacionamento humano, relacionamento com os Anjos, relacionamento inimaginável com o próprio Deus!

Quantas vezes nós não nos sentimos aflitos porque o nosso relacionamento com esta pessoa, com aquela outra nos decepciona em tal ponto, atrita em tal outro, nos arranha em vários outros, e nós sonhamos com um relacionamento onde nós somos inteiramente amados e compreendidos, e também amamos e compreendemos.

Onde está o Reino de Deus?

 O seu Reino está no interior de cada um, está nos corações; o reino d’Ele é feito, sobretudo de espiritualidade. O Reino de Cristo se estabelece na alma daquele que está em estado de graça.

Estado de graça! Não há nada neste mundo que possa comparar a esta maravilha que é viver na graça de Deus. Viver na graça de Deus vale mais do que possuir todo o universo criado. Viver na graça de Deus é ter a paz de consciência, é participar da inocência de Nossa Senhora, da inocência de Jesus Cristo; é dizer não ao pecado. Por isso, nas almas que se encontram em estado de graça, Ele reina. E Ele quer reinar em nossos corações. Ele nos convida à conversão para poder participar do Reino. Conversão para nós significa o abandono do pecado. Não só do pecado mortal, mas também do venial. Diz-se venial por comparação, porque qualquer ofensa feita a Deus tem gravidade, e é por isso que devemos ter nossa consciência sempre limpa e sempre tranquila, para desde já poder participar do Reino.

Este Reino irá num crescendo nos corações até o momento em que, vindo o Juízo Final, Nosso Senhor se torne plenamente Rei, não só dos nossos corações, mas aí sim, Rei efetivo, claro, patente aos olhos de todo o Universo e para toda a eternidade.

Vamos pedir a Nossa Senhora que nos ajude a ter sempre esta perspectiva diante dos olhos fazendo uma oração para encerrar esta nossa meditação:

Oração:

 Ó Mãe, Vós que sois a Rainha do Universo, Vós que recebestes de vosso Divino Filho a Sabedoria, Vós que sois Imaculada, concedei-me a graça de ter sempre diante de meus olhos a perspectiva plena e convicta, de que estou nesta Terra de passagem. Que eu não me apegue a nada, que faça tudo para vossa glória para assim participar um dia, convosco, deste magnífico Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ó minha Mãe! Ao término desta meditação, eu Vos entrego todos os meus pensamentos, todos os meus afetos, em reparação ao que Vós sofreis. Que eu saia desta meditação convertido, que eu saia desta Santa Missa que eu vou assistir, inteiramente mudado, que eu seja outro, que eu seja inteiramente como Vós.

Eu quantas vezes rezo durante o dia no meu Pai Nosso: “Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu”. Neste momento eu Vos digo, oh minha Mãe, venha a nós o vosso Reino. Que Vós e Nosso Senhor Jesus Cristo reineis em meu coração, e que eu assim seja transformado. Amém!

………………………………………………………………………………. 

E nesta meditação, devo ter a certeza de que Nosso Senhor Jesus Cristo também diz no meu interior: Eu lhe convido, convertei-vos. Eu quero levá-lo para o Céu! Venha e reinai comigo! Ele quer que, de bom, sejamos ótimos; e se em nossa alma houver algo que nos prenda, se temos apego a algum vício, se há alguma ocasião de pecado, que me arrasta ao delírio de ofender a Deus… neste momento da meditação, ouvirei a voz suave de Cristo dizendo-me: “Abandonai essas vias, venha que lhe preparei um lugar extraordinário, participando de meu Reino”.

II – O fariseu diante de Jesus perdoando a pecadora

Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com perfumes” (Lc 7, 36-50).

É uma mulher que, apesar de todos os seus horrores, ela tem fé. Vendo Nosso Senhor se comoveu até o fundo de sua alma. Tendo acreditado em Nosso Senhor, ela O amou até onde podia. Tendo amado a Jesus, arrependeu-se, teve dor de seus pecados. E na dor de suas faltas, ela lavou os pés de Nosso Senhor com as próprias lágrimas, enxugando com seus cabelos. Aí está. O que necessitamos em nossa existência é justamente isto. Antes de tudo, ter Fé, mas uma fé com amor, fé com devoção. Fé com entrega, com entusiasmo. E fé, entusiasmo, amor, com dor dos nossos pecados. Quem não tem dor de seus pecados, quem não quer emenda, como vai obter perdão?

Ao presenciar isso, o fariseu dizia consigo mesmo: ‘Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora”.

Falta de fé, ácido, orgulhoso. Porque ele deveria ter visto em Nosso Senhor o que

a pecadora viu. A pecadora não se pôs um problema. Ela viu Nosso Senhor, imediatamente O amou e acreditou n’Ele.

Aqui cabe um ponto de reflexão: serei eu como esse fariseu, ou como essa mulher que tem dor dos próprios pecados? É a hora de se perguntar: quem sou eu diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, que neste momento bate à porta de meu coração? Eu tenho dor de meus pecados? Eu amo a Nosso Senhor, eu creio n’Ele? Ou sou como o fariseu que já vai encontrando objeções, dificuldades?

Então Jesus disse: ‘Simão, tenho uma coisa a dizer-te…’. “Fala Mestre”.

Falso. Chama Nosso Senhor de Mestre quando ele não crê que Ele seja Mestre. Mas enfim, como a opinião pública em torno O chamava de Mestre, — ‘fala Mestre’, disse Ele: “Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais? Simão respondeu: a meu ver, aquele a quem ele mais perdoou”.

Jesus replicou-lhe: “Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão”…

Interessante é que Ele se volta para a mulher e ao mesmo tempo em que está olhando para Simão, Ele fala com Simão que estava ao lado d’Ele.

…“Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés”. Era a educação da época. Não nos esqueçamos de que não havia carro, ônibus, nem sequer, as pessoas se deslocavam caminhando sobre os próprios pés e a condução era nada mais nada menos que um par de sandálias. A poeira se acumulava sobre os pés nos caminhos daqueles tempos. Fazendo-se uma visita, ao chegar a casa, o normal era que o dono da casa oferecesse servos com elementos para que a pessoa pudesse lavar os pés.

Também era costume, como hoje se dá a mão, osculava-se a pessoa quando chegava…

“Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. Por isto, te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor”.

Ela tem demonstrado muito amor. Quantas vezes não ficamos na dúvida se estamos ou não perdoados. O sinal patente do perdão é esse amor. É preciso amar Nosso Senhor. É preciso amar a Santa Igreja Católica, amar o Reino dos Céus. É preciso amar Nossa Senhora, os anjos, os santos. Mas, sobretudo, um amor que se transforma em obras.

“Mas a quem pouco se perdoa, pouco se ama”. E disse a ela: “Perdoados te são os pecados”. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então; “Quem é este homem que até perdoa pecados?”. Mas Jesus, dirigindo-se à mulher disse-lhe:

“Tua Fé te salvou; vai em paz” (Lc 7, 36-48).

Por causa da fé, do amor, do arrependimento, ela foi em paz.

Nosso Senhor nos ama com amor infinito. Ele desceu dos Céus e se encarnou, Ele passou a vida toda em oração durante 30 anos. Três anos de pregação, curando os enfermos e perdoando os pecados, Ele morreu na Cruz por nós. E nós, o que fazemos por Ele? Este momento em que terminamos esta meditação reparadora e entramos na Santa Missa, e vamos ter Jesus presente sobre este altar, tal qual Ele estava na casa de Simão, o fariseu, tal como a pecadora O encontrou.

Que atitude vamos tomar em relação a Ele? Muito mais do que lavar os seus divinos pés, é adorá-Lo e deixar que Ele nos lave a alma inteira; como? Buscando limpar as nossas almas no Sacramento da Penitencia. É na Confissão que nossa alma se purifica, para então podermos receber a Ele com todo o calor, todo amor, mais ainda do que essa mulher do Evangelho.

Oração:

Oh! Minha Mãe, vos entrego todos meus pensamentos e afetos desta meditação, em reparação ao que sofrestes. Peço-vos lavai a minha alma, ponde em meu coração graças tão super abundantes, tão eficazes, tão místicas, que eu me transforme completamente. Que eu saia daqui convertido, inteiramente mudado, que eu seja inteiramente como vosso Imaculado Coração.

Neste momento, eu Vos digo, ó minha Mãe; Venha a nós o Vosso Reino, que Nosso Senhor Jesus Cristo e Vós reinem em meu coração. E assim, possa dar-vos a alegria que Vós tanto mereceis por tudo o que fazeis por todos os homens. Assim seja!

 (cf. Revista Arautos do Evangelho, n.43, p.10-11)

Oração Final:

Oh! Rainha do Céu e da Terra, Vós que sois Soberana deste Reino tão maravilhoso que é o Reino da Graça, o Reino da Igreja, que é o Reino da Glória, tende misericórdia, tende bondade, perdoai as minhas faltas; dai-me graças para nunca mais pecar, dai-me graças de compreender as maravilhas que estarei perdendo, se eu ceder na hora em que o demônio me tenta para praticar o que não é licito, dai-me a graça de sempre me afastar do mal; que eu não tenha delírios por aquela roupa imoral, que eu não tenha delírios por aquele pecado horroroso, mas, pelo contrário, que eu me deixe tomar, me entusiasmar, pelas maravilhas do Céu, para as maravilhas para as quais me criastes.

Senhora! Eu quero estar convosco no Céu; dai-me esta graça. Amém!

 

 

                                 

 

 

 

“Apostolado do Oratório – Devoção dos Primeiros Sábados”

Informativo destinado aos Supervisores dos grupos do Apostolado do Oratório

Sede do Apostolado do Oratório

Rua Francisca Júlia, 182 – CEP 02403-010 – São Paulo/SP

Telefone: (11) 2239-7216 / Fax: (11) 2973-9477

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s