Meditação 1º Sábado de Maio de 2012

A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos.

Vamos dar inicio a meditação reparadora do primeiro sábado, que nos foi indicada por Nossa Senhora, quando

 apareceu em Fátima no ano de 1917. Pedia Ela que comungássemos, rezássemos um terço, fizéssemos meditação dos mistérios do Rosário e confessássemos em reparação ao seu Sapiencial e Imaculado Coração. Para os que praticassem esta devoção, Ela prometia graças especiais de salvação eterna. A meditação visa contemplar um dos mistérios do Rosário, fazendo com que o Coração Imaculado de Maria se sinta aliviado, se sinta reparado de tantos pecados de tantos horrores, de tantas imoralidades, tantos delírios que se cometem nos dias de hoje. Ou seja, é importante que além da confissão, da comunhão, além do terço que rezamos, ofereçamos também a Virgem Maria esta meditação.

Oração Inicial

Oh! Mãe Santíssima, Vós que sois a Esposa do Divino Espírito Santo, Vós que, de maneira muito especial, recebeste a plenitude da descida do Espírito Santo, derramando em seguida também sobre os Apóstolos, nós queremos neste momento oferecer-Vos esta meditação em desagravo ao Vosso Sapiencial e Imaculado Coração.

Por isso, a Vós nos dirigimos para pedir graças especiais para bem fazê-la. E que ela seja para Vós, consolo, lenitivo, alivio, em meio a tantos horrores, pecados e ofensas ao Vosso Sapiencial e Imaculado Coração.

Pedimo-Vos, que intercedais junto ao Vosso divino Esposo, para que nos concedais graças especialíssimas para bem aproveitar este momento de meditação, e assim podermos participar das graças que foram derramadas sobre Vós e sobre todos aqueles que Convosco se encontravam reunidos no Cenáculo.

Oh! Virgem Santíssima, dai-nos a graça de acompanhar-Vos a cada momento, afim de que, conduzidos por Vós, chegarmos a plena consonância Convosco.

Leitura bíblica para a meditação

¨Chegando os dias de Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um estrondo, como de vento que soprava impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E apareceu-lhes repartidas umas como línguas de fogo, que pousaram sobre cada um deles. E ficaram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Ora estavam então residindo em Jerusalém Judeus, homens religiosos de todos as nações que há debaixo do céu. E logo que ouviram esse estrondo, veio uma verdadeira multidão, ficou pasmada, porque cada um ouvia falar na sua própria língua, o que os apóstolos diziam. Estavam, pois, todos atônitos, e admiravam-se, dizendo: Porventura não são galileus todos estes que falam? E, como é que os ouvimos falar cada um de nós a nossa língua, a do país em que nascemos? Partos , e Medos, e Elamitas, e os que habitam a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frigia e a Panfília, o Egito e as várias partes da Líbia, que é vizinha de Cirene, e os vindos de Roma, tanto judeu como prosélitos, Cretenses e Árabes; todos os ouvimos falar, nas nossas línguas, das maravilhas de Deus. E estavam todos atônitos, e se maravilhavam, dizendo uns para os outros: Que quer isso dizer? Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão embriagados de vinho doce.¨ (At. 2, 1-13).

I – Juntos com a Rainha dos Apóstolos.

“…estavam todos juntos no mesmo lugar…” É indispensável – está de acordo com os desígnios de Deus, – pois, Ele nos criou com o instinto de sociabilidade, Ele quer que vivamos em sociedade. Por isso, “…estavam todos juntos no mesmo lugar…”.

Embora Pentecostes seja um fato histórico, devemos levar em conta, como nos ensina a doutrina Católica, que quando passamos por uma festa litúrgica, ou quando recordamos algum fato que se deu na história da Igreja (por exemplo a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos), não devemos julgar que isto é uma mera recordação, simples lembrança do que houve. Devemos nos compenetrar do que, muito mais do que uma recordação, trata-se de pedir para receber as mesmas graças que foram concedidas naquela ocasião.

O Concílio dividiu a liturgia em três anos: A, B e C, tornando-a assim mais rica. Durante esses três anos, temos leitur

as diferentes para cada ano. A cada festa, a cada cerimônia, a cada recordação deste ou daquele ato, a Igreja não o fez com intuito de apenas lembrarmos como fazemos em nosso aniversário, ou o dia do Casamento, da Primeira Comunhão, ou algo semelhante. É muito mais do que uma mera lembrança, trata-se de algo mais penetrante, muito mais rico, porque faz-nos participar das mesmas graças que foram concedidas na ocasião em que o ato se deu. No caso concreto, estamos recordando a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos no Cenáculo.

Esta vinda do Espírito Santo, foi para a Igreja um acontecimento extraordinário. Veio dar fortaleza à Igreja de Cristo para vencer os obstáculos pelos quais teria que passar: Os Apóstolos teriam que enfrentar a morte, teriam que enfrentar o respeito humano, teriam que dar testemunho de Jesus Cristo em meio as maiores perseguições, as maiores repulsas, sofrer horrores de toda a ordem e por isso, precisavam de forças.

A Igreja já tinha nascido, estava se constituindo, mas era ainda como um bebe, não tinha ainda atingido a idade adulta. É correlato com o que ocorre quanto ao Sacramento do Crisma. Quando recebemos o Batismo, começamos a participar da vida divina, recebemos graças e dons que são infundidos em nossa alma. Contudo não temos a suficiente fortaleza, a suficiente temperança e tantos outros dons e virtudes para enfrentarmos as adversidades. E era assim que estava a Igreja nascente, reunida no Cenáculo em torno de Nossa Senhora, mas os Apóstolos estavam extremamente temerosos.

Devemos nos lembrar que quando Jesus ressuscitou e apareceu no Cenáculo, encontrou as portas e janelas trancadas devido ao pavor de que lhes acontecesse algo de ruim. Foi preciso que Nosso Senhor ressuscitado dissesse três vezes: A paz esteja convosco!

Mas o que é esta paz que só chega a sua plenitude com a vinda do Espírito Santo? É vermos a Igreja nascente reunida no Cenáculo a espera dessa Fortaleza e considerando o mistério de Pentecostes não como mera lembrança, como mera recordação, mas seguindo as orientações da doutrina católica, ou seja, que nesta recordação a Providência concede as mesmas graças que foram dadas naquela ocasião em que o Espírito Santo desceu sobre eles.

Por isso é que devemos entrar nesta festa que celebraremos, com ânimo e com o desejo de que, enquanto reparamos ao Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, possamos também receber as graças que foram concedidas naquele dia de Penetrantes e não apenas nos deixar levar pelos acontecimentos litúrgicos, sem entrar a fundo no significado de cada uma delas.

II- No cenáculo.

Quem se encontra no Cenáculo? Maria Santíssima, Pedro e os Apóstolos, os discípulos que são por volta de 120 e as Santas Mulheres. Todos em retiro, todos em recolhimento, em contemplação – contemplam, recolhem-se, rezam. Isto é para nós um estímulo, um convite. Quantas vezes temos que realizar um trabalho; de fazer um estudo; um passeio; constituir uma família. Para todos os acontecimento e em especial aqueles que marcam a nossa vida, é indispensável que seja feito um recolhimento; é indispensável que nos coloquemos em oração como o fizeram Maria, os Apóstolos, os discípulos e as Santas Mulheres antes do grande acontecimento que foi a descida do Espírito Santo.

Estão juntos, reunidos, portanto apoiando uns aos outros. É por isso que estamos hoje nesta Catedral afim de celebrarmos o Primeiro Sábado e assistirmos juntos a Santa Missa, como também nos beneficiarmo

s das graças que Nossa Senhora prometeu em Fátima.

Podíamos estar em casa sozinhos empregando mais tempo em oração, mas as graças são concedidas, sobretudo ao estarmos reunidos em um templo oficial da Igreja, como estamos agora nesta Catedral. Isto é para todos nós algo muito especial, pois imitamos a Virgem Maria, os Apóstolos, os discípulos e as Santas Mulheres – como conseqüência: “de repente, veio do céu um estrondo, como de vento que soprava impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados”.

Fenômeno místico extraordinário, as graças que baixaram naquele momento foram especialmente para Nossa Senhora. Ela já tinha recebido uma plenitude de graças especiais para ser a Mãe de Deus. Quando o anjo São Gabriel apareceu a Maria para anunciar que Ela seria a Mãe do Messias, já nesta ocasião Ela recebeu uma plenitude de graças.

Ora, Maria é de fato a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade – o Verbo Encarnado. Ademais, Ela é a Mãe de todos os batizados, não Mãe natural como o é de Jesus , mas sim de modo místico. Contudo, para ser Mãe da Igreja era preciso uma outra plenitude de graças. Assim como na Encarnação Maria recebeu uma infusão especial de graças do Espírito Santo, no momento em que a Igreja está se constituindo para dar início a sua luta e se manifestar a todos os povos difundindo o Evangelho, e sendo Ela a Mãe da Igreja, era indispensável que recebesse uma outra plenitude de graças.

Maria é Mãe de Cristo físico, mas também o é do Cristo místico que é a Igreja, que se encontrava em seu processo de constituição, e para isso, era necessário que Ela recebesse abundância de graças. E este foi o motivo pelo qual o Espírito Santo vem primeiramente sobre Ela, para em seguida descer sobre os outros.

“…e encheu toda a casa onde estavam sentados”. Este fato deu aos Apóstolos, como está dito nos Evangelhos, o dom das línguas, mas além disso, eles foram tomados por uma graça especial pela qual todos

os outros dons do Espírito Santo lhes foram concedidos.

Eles eram covardes, tinham medo, eram ambiciosos – no momento da Ascensão eles estavam preocupados se Nosso Senhor iria restaurar a reino de Israel, dando assim a supremacia deste sobre os outros povos, libertando-os dos impostos e etc – eram humanos e muito humanos; mas com os dons do Espírito Santo recebidos por eles, de covardes e humanos são transformados em valentes e fortes. Além de receberem o dom de línguas, recebem também o de profecia, milagres; crescem vigorosamente na Fé, na graça, na Caridade, no Amor; recebem uma infusão das virtudes, especialmente a da Fortaleza.

III – O dom do Espírito Santo.

Quem é que desce? O Espírito Santo! Disse tudo, mas disse pouco, porque é preciso saber bem quem é o Espírito Santo. Vamos agora em nossa meditação considerar quem é o Espírito Santo.

Temos em nossa vida uma noção vivêncial do que seja amar. Sabemos porque vivemos este amor: um parente a quem amamos muito, o amor que temos pelos nossos pais, aos nossos filhos, são amores que estão entranhados em nós, o sentimos, o vivemos, ele faz parte de nós.

Contudo, temos dificuldade de definir o que seja bem exatamente o amor, ele mais um sentimento do que uma definição, portanto, não é fácil definí-lo.

“Amor meus, pondus meus”, meu amor minha propensão, meu peso, minha inclinação. Por aquilo que me inclino, alí está o meu amor; se eu tenho um filho, uma filha única, meu amor inteiro se concentra neste filho ou filha. Se tenho dez filhos e um deles está doente, eu amo a todos, mas naquele momento o que está enfermo, absorve todo meu amor, todo o meu carinho, afeto, eu me debruço todo inteiro sobre aquele que está doente. O amor é uma inclinação para aquilo que amo.

Esta inclinação, este amor tem um símbolo inconfundível: o amor se sintetiza no abraço. Quando eu quero manifestar meu amor por um filho, uma filha, o pai ou a mãe, eu os abraço. Não me lembro de uma só vez em que tendo me separado de minha mãe por um certo tempo, ao reencontrá-la, não tenhamos nos abraçado, é incompreensível, o abraço é o símbolo do amor.

Isto que na natureza humana é uma propensão, uma inclinação difícil d

e definir, para a natureza divina toma proporções impressionantes, porque em Deus esta propensão é fortíssima, é onipotente.

Deus Pai ao conhecer-se a Si mesmo desde de toda a eternidade, o conhecimento para o que Deus Pai tem de Si é tão forte, tão vigoroso, que gera um Ser idêntico a Ele, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que desde de toda a eternidade é gerado pelo Pai. Mas o Filho tende ao Pai, ama-O, o Pai ama o Filho, e é deste amor mútuo, que antes de tudo é onipotente, fortíssimo, eterno, que é infinito, amor que é absoluto, que é gerado uma Terceira Pessoa: o Espírito Santo. Então, o Espírito Santo é propriamente o amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai; amor que tem caracteriscas tão divinas, tão substanciais, tão essenciais, tão eternas que recebe um nome: Espírito Santo. Foi Ele que desceu sobre os Apóstolos trazendo trazendo todos os Seus dons. Aqui nós poderíamos meditar sobre cada um desses dons e até fazer um retiro espiritual sobre as maravilhas que Deus Espírito Santo derramou sobre Nossa Senhora e os Apóstolos naquele dia.

Vejamos o dom de Fortaleza. Podemos ter em nossa vida força natural adquirida por hereditariedade, ou mesmo por esforço pessoal. Uma força, uma virtude, um hábito de sermos fortes. Mas forte em relação a que? Ser forte em relação aos obstáculos; há obstáculos, passo por cima deles; poço ser empreendedor em minha vida, realizando proezas e heroísmos aqui, lá e acolá; poço vencer o medo e assim praticar a virtude da Fortaleza. Entretanto há riscos, há perigos, há obstáculos que são muitos mais fortes que eu e diante dos quais, por mais que eu me sinta preparado pela virtude, não conseguirei vencê-los. Isso só será possível na medida em que me for dado o dom de Fortaleza, porque a virtude segue o que indica a razão, mas os dons, como diz São Tomás de Aquino, muito mais do que seguir a razão, eles nos faz seguir as inspirações do Espírita Santo. Todas as graças que nos são dadas, só produziram os seus plenos resultados, desde de que sejamos assistido pelos mesmos dons do Espírito Santo.

Assim é que posso sustentar uma discussão, mas na hora em que eu tiver de entregar a minha vida por Jesus Cristo, pela Santa Igreja, se não estiver assistido pelos dons do Espírito Santo, não terei forças suficiente, pois, o instinto de conservação falará mais alto do que a capacidade que terei para superar os obstáculos, para mim intransponíveis.

Mas é também necessário o dom de Fortaleza para enfrentar o mundo fora. Esses jovens que andam de hábito o dia inteiro, com esta cruz ao peito, conseguem ter a coragem suficiente para enfrentar a opinião pública que lhes possa ser contrária, pelo dom da Fortaleza.

Foi o que aconteceu com os Apóstolos. Para eles não existia o problema de risco de vida, não existia o respeito humano, não existia mais o complexo de inferioridade em relação ao poderio romano, ou mesmo ao poder judaico, para eles o que importava era Nosso Senhor Jesus Cristo.

São essas graças precisamente que necessitamos e que hoje pedimo

s em nossa meditação.

Oração final

Vamos nos voltar para Aquela que já possui esses dons e a quem foi concedido muitos outros, acrescentados àqueles que Ela já possuia. Vamos pedir a Esposa do divino Espírito Santo, que a plenitude dos dons Dela, derrame também sobre nós os dons que Ela recebeu naquela ocasião.

Oh Virgem Santíssima! Fostes constituída Rainha do céu e da terra; fostes constituída, além de Mãe do Cristo humano, Mãe do Cristo místico, sendo portanto, Mãe da Igreja, minha Mãe e nossa Mãe. Nós Vos pedimos que neste momento em que terminamos esta meditação em desagravo ao Vosso Sapiencial e Imaculado Coração, fazei descer sobre nossas almas as melhores graças e dons do Espírito Santo. Que esses dons inflamem plenamente o meu fervor e que atinja o seu grau máximo, porque é justamente com este entusiasmo, com este amor cheio de labaredas, que eu obtenho forças para vencer todas as situações que a vida põe diante de mim. Terei forças para abandonar uma má amizade; terei forças para me manter longe de uma ocasião próxima de pecado; terei forças para não olhar um cartaz imoral; terei forças para deslizar a televisão na hora em que for apresentado um programa que ofende ao Vosso Coração Imaculado; terei forças de ser santo e de dar sempre o meu “sim” às graças que Deus queira dar-me neste sentido.

Minha Mãe! Nós Vos pedimos neste encerramento de meditação, que derrameis sobre nossas almas todos os dons que superabundam em Vossa alma, que são os dons de Vosso divino Esposo, o Espírito Santo; tornando-me deste modo um perfeito cristão, um verdadeiro santo.

Fonte:

Apostolado do Oratório – Devoção dos Primeiros Sábados”
Rua Francisca Júlia, 182 – CEP 02403-010 – São Paulo/SP
Telefone: (11) 2239-7216

 

Apostolado do Oratório – Devoção dos Primeiros Sábados”

            Informativo destinado aos Supervisores dos grupos do Apostolado do Oratório

                        Sede do Apostolado do Oratório

            Rua Francisca Júlia, 182 – CEP 02403-010 – São Paulo/SP

                        Telefone: (11) 2239-7216 / Fax: (11) 2973-9477

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2 comentários sobre “Meditação 1º Sábado de Maio de 2012

  1. Sou apenas uma gota neste oceano de graça,pois recebo todo dia 26 a visita de minha Mãe,gostaria de receber tambem a meditação dos primeiros sabado pois me ajudaria a caminhar cada vez mais nos passos de Maria.
    Salve Maria.
    Creusa,Serra E.S.

    • Parabéns pela publicação desta belíssima meditação feita por Monsenhor João Clá na Catedral da Sé, em São Paulo.

      Salve Maria!
      Alcidio Miranda

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