DUAS MENINAS MÁRTIRES

Autor: Frei Lourenço Maria Papin, OP

Respectivamente nos dias 15 de junho e 06 de julho, no seu calendário litúrgico, a Igreja fez a memória da bem-aventurada Albertina Berkenbrock e de Santa Maria Goretti, duas adolescentes mártires.

Quem foi Albertina? Uma menina camponesa, nascida no dia 11 de abril de 1919, na cidadezinha de Imaruí, Diocese de Tubarão, no Estado de Santa Catarina, filha de Henrique e Josefina, humildes agricultores de origem alemã. Família numerosa de nove irmãos, muito religiosa.

Seus pais souberam educá-la na fé, sobretudo com seu exemplo de casal cristão.

Albertina dizia que sua Primeira comunhão “foi o dia mais feliz de sua vida”. Na simplicidade de sua infância de camponesa deu continuidade à sua Primeira comunhão, sendo uma menina de oração e de participação na sua comunidade.

Sabia conviver pacificamente com seus oito irmãos, sendo sempre conciliadora.

Na Escola era aplicada, preocupada em ajudar os colegas mais pobres. Era uma menina meiga, cândida e sem fingimento.

Com seus 12 anos aparentava mais idade, pois era bastante alta e forte, acostumada aos trabalhos da roça, ajudando seus pais. Era um amenina bonita, de cabelos loiros, de olhos verde-escuros. Mais bonita, porém, no seu interior, na sua vida de comunhão com Deus e com o próximo.

Sejam um convite a todos, particularmente aos adolescentes e jovens para que corajosa e altaneiramente saibam rejeitar a falsa sexualidade reinante em nosso tempo

Algo doloroso, porém, vai acontecer com ela no dia 15 de junho de 1931. Um homem casado, amigo de sua família, encontra-se com ela num lugar ermo. Quer seduzi-la sexualmente. Trava-se uma luta corporal desigual entre os dois. Albertina é forte e não se deixa subjugar, não sede ao pecado do sexo. Derrotado moralmente, esse homem se vinga, agarrando-a pelos cabelos e degolando-a com um afiado canivete que levava consigo. Menina mártir cristã!

Albertina foi recentemente declarada bem-aventurada pela Igreja no dia 26 de outubro de 2007 na Catedral da Diocese de Tubarão. Beatificação é o último passo antes de uma pessoa ser canonizada santa.

Quem foi Maria Goretti? Uma menina camponesa italiana, nascida em 1890 na cidadezinha de Corinaldo na região chamada Marche na Itália Central. Filha de pais lavradores pobres, era a maior de cinco irmãozinhos. Todos a chamavam com o nome de Marietta.

Aos dez anos ficou órfã de Pai. Seu trabalho era cuidar da casa, preparar a comida, cuidar dos irmãozinhos enquanto a mãe trabalhava na roça. Não

pôde freqüentar escola. Com doze anos recebeu sua Primeira comunhão numa Igreja que estava bem longe de sua casa.

Era uma adolescente singela e simpática, de oração e trabalho, sem maldade alguma no coração.

Alexandre, um jovem de 18 anos, que morava ao lado de sua casa, passou a assediá-la sexualmente. Numa tarde, eventualmente os dois se encontram sozinhos. Alexandre tenta conquistá-la. Marietta reage e resiste com firmeza e simplicidade.

Alexandre, enfurecido pela recusa, com um ferro pontiagudo golpeia o peito e o ventre do corpo incontaminado da menina.

Sangrando e agonizando é levada a um hospital da cidade Nettuno, onde morre perdoando seu agressor ao dizer: “Quero que ele um dia venha comigo ao Paraíso”.

Alexandre é preso e cumpre severa pena de 27 anos de reclusão. Converteu-se, tornou-se um homem penitente e morreu aos 90 anos num convento de Frades Franciscanos Capuchinhos na cidade de Macerata.

Marietta foi canonizada pelo Papa Pio XII no dia 21 de junho de 1950, com o nome de Santa Maria Goretti. Foi uma cerimônia que comoveu a Itália. Estavam presentes a mãe de Marietta, seus irmãos e parentes.

A beatificação e a canonização de Albertina e Marietta apresentam-se como um fato emblemático para nossa época em que o sexo vem sendo como nunca desvirtuado, banalizado e explorado.

Predomina uma mentalidade de permissivismo sexual como o sexo pré-matrimonial generalizado que vem atingindo também os menores. Enfim, sexo livre e desenfreado, deformativo e deseducativo.

Essas duas meninas mártires, com sua candura, simplicidade e heroísmo sejam um convite a todos, particularmente aos adolescentes e jovens para que corajosa e altaneiramente saibam rejeitar a falsa sexualidade reinante em nosso tempo.

 Frei Lourenço Maria Papin, OP

Santuário Nossa Senhora de Fátima
Santa Cruz do Rio Pardo/SP

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